quarta-feira, 14 de março de 2012

Novidades para Dioramas

A Deluxe Materials, empresa britânica, espacializa em materiais para modelismo, acaba de lançar sua linha de produto para dioramas, Scenics Products:

Em breve teremos mais novidades sobre estes e outros materiais para modelismo aqui no Blog do GPC!

Abraço,

Ginásio onde será realizado o 17o. Open GPC

Pessoal,

Abaixo uma foto de onde será realizado o concurso do 17o. Open GPC. O local permanece o mesmo no Pavilhão de Exposições da Festa do Figo de Valinhos. Esse ginásio está a poucos metros de onde foi realizado o do ano passado.

Conta com a mesma infraestrutura (lanchonete, estacionamento, etc) e permitirá acomodar melhor os modelistas e lojistas.

Aguardamos vocês lá no dia 19




segunda-feira, 12 de março de 2012

Lançamento Revell Germany 1/24 Ferrari 599 GTO & 599 GTO SA Aperta

Ferrari GTO 50 Anos em 3 kits.


As palavras Ferrari e GTO numa mesma sentença causam arrepios em qualquer entusiasta de automóveis e corridas.


No início dos anos 1960 a Ferrari para competir em corridas de carros de turismo então pegou o modelo 250GT, adaptou o delicioso V12 Testarossa, fez alguns ajustes aqui e ali e assim nascia a Ferrari 250GTO (Gran Turismo Omologato) um dos mais belos automóveis esportivos de todos os tempos.


Como as regras da  FIA exigiam que os carros que competiam no Grupo 3 deveriam ser baseados em modelos que eram vendidos ao público, entre 1962 e 1964 39 unidades foram fabricadas, sendo 33 da Série I, três unidades com motor 4.0 e 3 do Tipo 64 (com leves mudanças na carroceria). Apesar das regras exigirem que no mínimo 100 unidades fossem fabricadas, a Ferrari numa de suas típicas manobras produziu menos de 40 e ainda assim participou dos campeonatos.


Com essa série de carros a Ferrari ganhou os campeonatos de 1962, 63 e 64 para fabricantes de automóveis GT.
Ferrari 250 GTO
A Fujimi tem vários sabores do bom kit para a 250 GTO, não é dos mais fáceis nem mais baratos. As rodas raiadas deixam a desejar, porém nada que um acessório foto-gravado não resolva além de dar aquela sensação real.


Fujimi Ferrari 250GTO - FUJ12337 - Carroceria e transparências
Em meados da década de 1980, a Ferrari decidiu então participar das corridas de GT no famigerado "Grupo B", dessa vez utilizou-se do modelo 308 GTB diminuindo levemente o deslocamento para 2.8 litros e colocando dois turbos com intercooler. A diminuição da cilindrada de 3.0 para 2.8 litros era exigência da regra à época.


Apesar da Porsche, com seu modelo 959 (961) ter participado de algumas corridas do Grupo B, a Ferrari 288GTO não chegou nem a sentir a textura do asfalto, todas unidades produzidas (+ 270) foram vendidas a particulares. O Grupo B ficou restrito aos rallies, mas aí é história para outro post.
Ferrari 288 GTO
Novamente a Fujimi possui o kit da 288 GTO, também em várias versões, sendo na minha opinião a mais bonita das GTO´s. O kit porém...
Fujimi Ferrari 288 GTO - Transparências e carroceria - FUJ082684
Mais de 25 anos se passariam até que Ferrari e GTO novamente estivessem juntas num mesmo modelo. A estupenda Ferrari 599 GTO.


Desta vez a fabricante de Maranello não desenvolveu a GTO para homologação em corridas e sim pegou o seu protótipo 599XX (baseado na 599) e transformou-o em uma máquina para as ruas com produção limitada a 599 unidades. Com seu V12 com mais de 660 cavalos, velocidade máxima de 325 km/h pode fazer de 0 a 100km/h em apenas 3.6 segundos, mais rápido do que você levou para ler esta sentença.
Ferrari 599 GTO


Para completar a coleção vem a Revell Germany e anuncia para o segundo semestre de 2012 um kit para o modelo 599 GTO.


A Revell, apesar das rodas e pneus digamos ridículos, tem sido a única a realmente colocar no mercado kits de carros atuais com ferramentaria nova dos moldes gerando kits com excelente qualidade e grande quantidade de detalhes como a Ferrari 458 Italia e a Mercedes SLS AMG.
Revell Ferrari 599 GTO

Além da 599 GTO, a Revell também anuncia a versão SA Aperta (de aberta = conversível) para o final de 2012. A versão SA Aperta dedicada em homenagem aos designers Sergio e Andrea Pininfarina terá apenas 80 unidades produzidas por Maranello.
Revell Ferrari 599 GTO SA Aperta
Agora é esperar a chegada dos modelos nas lojas e partir para a montagem desses magníficos exemplares dos puro-sangue italianos. Avanti tifosi!





Site do Bob Letterman

Bob Letterman é um dos maiores dioramistas da atualidade. 

Seus dioramas estão em museus, e são famosos no mundo inteiro.

O link para o seu Blog é: http://www.bobletterman.com/wordpress/

sexta-feira, 9 de março de 2012

Novidades Hobby Fan: Marines no Pacífico

A Hobby Fan acaba de anunciar suas últimas novidades. Tratam-se de dois conjuntos em 1/35 de figuras dos fuzileiros navais norte-americanos em ação na Segunda Guerra.

O primeiro set apresenta dois Marines disparando metralhadoras .50. Eles vestem uniforme do tipo Herringbone Twill e capacetes M1 com cobertura camuflada, que foi adotada em 1943 e utilizada durante todo o conflito no Pacífico. Embora sejam concebidas para operar em um LVT-4, ambas as figuras podem tanto ser colocadas em outors modelos de LVTs utilizados pelos Marines durante a Segunda Guerra, como o LVT-1 e LVT-2.

HF712 LVT-4 U.S. MARINES Gunner Pacific w/Accessories-2 FIGURES




O segundo trás dois Marines avançando sobre defesas costeiras feitas de troncos de coqueiros. Esse tipo arranjo defensivo era comum no Pacífico devido principalmente à sua eficácia. Apesar de lembrar o ataque à Tarawa em novembro de 1943, essas figuras podem ser usadas entre o início daquele ano e o final da guerra no Pacífico, uma vez que vestem uniformes camuflados do tipo P2, que possuia dois lados (reversível): um com camuflagem para selva, isto é, com tons de verde predominando; e outro, para áreas mais arenosas como as praias de desembarque, onde predomina os tons marrons sobre uma base "areia".

 HF713 U.S. MARINES INFANTRY Pacific w/Base-2 FIGURES




 Note-se que estes dois conjuntos de figuras podem ser conjugados em uma mesma cena (observando-se a necessidade de que para Tarawa deve-se usar um LVT-1 ou LVT-2), como mostra o trabalho abaixo em 1/16, que, por sua vez, é inspirado por cenas reais.




As cenais reais e a maquete 1/1 do National Museum of the Marine Corps.





Semper fi!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Submarino Seaview da Moebius na 1/72

A Moebius Models está anunciando para 2012 o lançamento de uma nova versão do submarino Seaview, da série televisiva de sucesso Viagem ao Fundo do Mar, criada por Irwin Allen e exibida (e reexibida) na TV brasileira entre o final dos anos 70 e 90. 

Tendo já lançado o modelo na 1/128 e na 1/350, e a versão "de final de série" na 1/72, a Moebius lança agora a versão "de início da série/piloto".

Foto da caixa da versão do filme piloto da série

Foto da caixa da versão "late" (note a diferença nas janelas)

As principais diferenças com relação ao modelo lançado anteriormente referem-se ao número maior de janelas na ponte de comando (oito, arranjadas em duas fileiras), um arranjo ligeiramente diferente da torre e silos de lançamento de mísseis, não presentes no modelo anterior.

Detalhes do modelo da Moebius


O modelo apresenta um interior completo e muito detalhado e foi projetado para poder ser facilmente motorizado e assim convertido para um modelo radiocomandado ("R/C")!. 

Foto do modelo na iHobby Expo, Outubro 2011
Detalhes da ponte de comando

Um bônus muito legal é um Sub-Voador, desta vez na escala 1/72, e um "Sino de Mergulho", ambos realizados com muito esmero e precisão, assim como o interior da ponte de comando e a doca do Sub-Voador.
 
O Sub-Voador

Aqui há um bom review sobre o modelo do Seaview da Moebius.

Blueprints do Seaview, versão "de série"


Quem pensa em adquirir esse modelo, deve preparar o bolso e o armário: cotado em torno de US$ 100 + postagem, o modelo tem quase 1 m de comprimento. 


Esse modelo faz uma ótima parceria com o modelo do Sub-voador, já lançado pela própria Moebius, na escala 1/32


Para quem não conhece a série, o Youtube tem uma boa coleção de imagens, e diversos sites (por exemplo, o Mofolândia ou o TVCultMan ) trazem informações sobre a série e kits.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Montagem P-47D 1/48 Hasegawa



O Avião


O Republic P-47 era o successor de uma linha de aviões derivados do Seversky P-35, XP-41, P-43 Lancer e XP-44 Rocket. A equipe de projeto do P-47 liderado por Alexander Kartveli, chefe de engenharia da Republic Aircraft Corporations, originalmente apresentou um projeto que seria motorizado por um motor Allinson V-1710-39, de 1.150 HP e seria armado por 2 metralhadoras 0.50 polegadas. Porém, agentes de inteligência vindos da guerra na Europa alertaram para o fato de que as especificações de performance para o XP-47 já haviam se tornado inadequadas. As novas especificações incluiam:

1.Velocidade de 400 mph a 25,000 pés;

2. Armamento composto por seis metralhadoras calibre .50, preferivelvemente oito;

3. Armadura para proteger o piloto;

4. Tanques de combustível auto-selantes;

5. Mínimo de 315 galões de combustível.

Kartveli apresentou uma nova proposta que se mostrou desafiadora. Ele planejou o uso de um novo motor Pratt & Whitney de 2.000 HP com 18 cilindros que era o maior e mais potente motor aeronáutico já desenvolvido nos Estados Unidos. Adicionalmente a aeronave incluiria um eficiente sistemas de dutos para o super-charger . Apesar do fato do motor estar no nariz e que o turbo estava na deriva a montagem funcionou muito bem, provendo um sistema que era durável e pouco susceptível a danos em batalha.

O Kit e a Montagem

Fabricante: Hasegawa

Kit Number: JT57

Modelo: P-47D Thunderbolt “Razorback”

Escala: 1/48

Este kit foi comprado no Brasil e algumas peças já se encontravam fora da árvore e alguns sacos já estavam abertos também, porém nenhuma peça estava faltando.

O kit não apresenta rebarbas, possui linhas gravadas finas e bons detalhes de maneira geral. O painel de instrumentos é bem detalhado e com alguma habilidade é possível fazer um ótimo trabalho nos mostradores. Por se tratar de um kit da primeira leva de fabricação, este possui uma falha na parte de baixo, na junção entre as asas e a fuselagem. Neste local, falta um pouco de plástico e isso torna o alinhamento das asas com a fuselagem complicado, além de deixar um vão de aproximadamente 1mm na parte central.

Essas falhas podem ser minimizadas com uma boa montagem a seco e a escolha de uma estratégia para o alinhamento. Será necessário usar massa e plástico para o vão e nas junções das asas na parte da frente. Recomendo um pedaço da árvore na parte de baixo a fim de “abrir” um pouco a raiz das asas evitando o uso de massa na junção asa-fuselagem.

No caso do P-47, deve-se dar atenção ao diedro das asas sendo que o trabalho nas junções será crucial para se ter o diedro correto (nem pouco, nem muito) e aqui fica uma dica, com o diedro correto e as peças da árvore abrindo a raiz das asas, o encaixe fica muito melhor, diminuindo a utilização de massa, porém, não eliminando-a por completo. Os estabilizadores horizontais não possuem diedro.




O motor é simples, vindo apenas com os cilindros e magnetos, mas para dar uma melhor impressão no motor, alguns fios de cobre e uma furadeira manual pequena permitem que seja feito um ótimo detalhamento. Atenção aos cabos de vela, pois esses apesar de metálicos eram revestidos, por isso não são da cor cobre, mas de um cinza escuro ou preto. Encontrei as duas cores nas referOs porões de rodas e trens de pouso possuem poucos detalhes. Nesses fiz apenas wash e um leve dry-brush.

Tirando isso, o restante do kit apresenta ótimos encaixes tornando sua montagem muito prazerosa e sem maiores percalços. 

Pintura

Este modelo vem com 2 opções de pintura, ambas Verde Oliva sobre Cinza, porém a versão “Miss Mary Lou” 318 FG, foi a escolhida, pois gostei muito da mistura das cores Olive Drab, Alumínio e Azul.

Também não se mostrou uma pintura difícil de fazer, mas o problema é que eu não queria usar os decais das faixas azuis que vinham com o kit e decidi pintá-las. Mas para isso, teria que ter um azul igual ao dos decais. A solução foi recorrer ao amigo X-Cão, que fez a mistura e acertou a cor para mim.

Infelizmente só foi possível fazer com Easy Colors e eu nunca havia usado essa tinta. A aplicação em uma sucata foi ótima, mas quando fiz a aplicação sobre o kit, algumas partes “arrepiaram” um pouco a ponto de quase colocar o trabalho a perder, porém, o problema estava no meu compressor. Resolvido o problema e com pressão baixa e constante, consegui um ótimo resultado com a Easy Colors. Faço um parêntese aqui sobre a tinta. A Easy Colors é ótima, cobre muito bem com uma camada muito fina e lisa. Vale a pena o investimento.

Tanto para o verde quanto para o cinza, pela primeira vez experimentei uma técnica para o clareamento da parte interna dos painéis. Nessa técnica, o modelo é pintado com a cor base, o verde oliva e o cinza e depois a cor é clareada e aplicada somente dentro dos painéis, deixando a área próxima às linhas mais escura. O verde foi clareado com Buff e o cinza com branco.


Essa mistura deve ser bem diluída e aplicada com pressão bem baixa em várias demãos, sendo que só irá aparecer após a terceira ou quarta demão. Também, deve ser feito preferencialmente à luz do dia, pois sob luz artificial é muito difícil controlar o efeito e pode-se “perder a mão”.

Tive muitos problemas nessa pintura mas por descuidos meus mesmo. Uma delas foi derrubar tinta na asa enquanto pintava, pois o copo do aerógrafo estava sem tampa. Claro que não poderia ser tão simples, pois a tinta que caiu escorreu e afetou a parte de baixo, ou seja, tive que lixar e pintar novamente. Então, uma dica, sempre tampe o recipiente de tinta do seu aerógrafo!!!










Decais


A folha de decais vem com 2 opções. Uma versão para “Little Chief” 56 FG, Boxted, Inglaterra 1944 e “Miss Mary Lou” 318 FG, Saipan, 1944, conforme comentado anteriormente.

Olhando os decais na folha, o branco das insígnias americanas me pareceu mais um bege do que branco, por isso o amigo Kina, me emprestou decais da Aeromaster, que são realmente brancos.

Aqui, começava o meu martírio com os decais. Fiz alguns testes e vi que nenhum dos decais se adaptava bem ao Mr. Mark Softer da Gunze, pois eles enrugavam, mas não voltavam ao estado original. Não consegui descobrir por que, talvez por serem mais velhos. A solução foi aplicá-los e usar o Mr. Mark Softer somente nas linhas, com um pincel bem fino. Funcionou muito bem. Depois disso, precisei mascarar a área próxima ao escape do turbo-compressor e ao retirar a fita, boa parte do decal veio junto. Fui obrigado a retirar o resto do decal e re-pintar a área toda e no final acabei utilizando os decais originais do kit.

Parti então para selar os decais com verniz brilhante e para minha surpresa, o azul do decal da Aeromaster reagiu com o verniz, arruinando o trabalho. Novamente fui obrigado a raspar a área e refazer a pintura, o que tomou quase 2 dias.

Só então pude aplicar os decais e por fim, acabei usando os originais do kit que no final, se mostraram muito bons!!














Finalização


Terminado o martírio com os decais, parti para o envelhecimento com wash (para as linhas) e dry-brush para alguns efeitos. Usei o dry-brush principalmente para escurecer a área próxima às aletas de resfriamento do motor.

Depois disso, mais uma mão de verniz para igualar o trabalho e parti para a montagem das metralhadoras (feitas com agulha de injeção).

Aqui encontrei mais um desafio a ser vencido, pois as metralhadoras do P-47 são paralelas ao solo, apesar do diedro da asa. Assim, tive que bolar um jeito de alinhá-las não somente na horizontal, mas também na vertical para que não ficasse cada uma apontando em uma direção.

Além disso, tive que medir muito bem os tamanhos para que não ficassem diferentes de uma asa para a outra. A solução foi um penqueno “sanduíche” com 2 placas cortadas de plástico, onde medi a distância entre elas e fiz os furos. Alinhei as mesmas e usei araldite para ter mais tempo de ajustar as direções.

Depois de vencido mais esse desafio fiz a montagem dos trens de pouso, tubo de pitot, antena, mira, luzes de posição e finalmente está pronto mais um modelo.